O atraso na construção do Arena Capibaribe, o estádio projetado para os jogos da Copa do Mundo 2014, aumenta as preocupações com o esperado sucesso do maior torneio futebolístico do planeta, em Pernambuco. O edital para o estádio orçado em R$ 538 milhões, a ser construído através de uma Parceria Público-Privada, já foi prorrogado e agora as empresas devem entregar as propostas até 22 de março.
Há, pelo menos, três empresas interesadas: a Certel, a Multiconstrutoria e a Odebrecht e a entrega da obra, de acordo com o calendário da Fifa, também teve prazo prorrogado. Era para janeiro de 2012, mas ficou para dezembro. Ainda assim, tempo suficiente para uma grande empresa concluir a obra. Contudo, diante do encurtamento dos prazos, dos entraves burocráticos e ambientais que costumam acompanhar grandes obras, a preocupação vem se somar a dois outros problemas crônicos que Pernambuco enfrenta e terá que superar. Transportes e segurança pública.
No primeiro caso, a cidade está inchada, não há projeto viável para o transporte de massa, o Capibaribe Melhor, que poderia ser alternativa com aproveitamento do rio, não sai do papel e a Região Metropolitana vai dispor apenas de R$ 67 milhões, do governo federal, para a expansão do metrô.
No segundo caso, o problema é mais grave. A sanha dos trogloditas travestidos em torcedores de futebol está encarregada de estragar a festa. Como se viu quarta-feira, após o jogo entre Sport e Santa Cruz.